Páginas

Namaste,

Bem-vindo ao meu blog — o lugar onde a Astrologia para de posar pra selfie e começa a encarar a vida sem filtro. Aqui, a linguagem do céu encontra a realidade da pele: boletos, traumas, desejo, silêncio, fé… e aquela coragem feia (porém necessária) de olhar pra si. Eu escrevo contos e histórias que revelam a natureza de cada elemento astrológico de um jeito inusitado — não como "descrição de signo", mas como experiência humana. Narrativas que cutucam onde dói, abraçam onde falta, e fazem o leitor atravessar emoções de verdade: chorar, rir de nervoso, sentir raiva, saudade, vergonha, alívio. Porque evolução não é frase bonita. É combustão interna. Isso aqui não é horóscopo. É espelho. Não é destino. É discernimento. Não é "a culpa é de Mercúrio". É: "o que você vai fazer com isso agora?" Astrohumanamente: onde o simbólico vira carne, e a alma aprende a andar.

sábado, janeiro 03, 2026

O Dia em que o Sol Apagou a Cidade pra Acender um Homem


No domingo em que o céu resolveu fritar a cidade como se fosse um ovo na chapa, Caio acordou com a sensação de que o mundo tinha colocado um holofote na cara dele — e não era pra brilhar, era pra revelar olheiras, boleto e escolhas ruins. O ventilador fazia aquele barulho de helicóptero asmático e, mesmo assim, o quarto parecia uma sauna de academia barata. Ele ficou alguns segundos encarando o teto, que tinha uma rachadura antiga em forma de raio, como se o próprio universo tivesse assinado ali: “vou te rachar no meio e ver o que cai”. No criado-mudo, o celular vibrava com insistência de cobrador e mãe preocupada, as duas forças mais disciplinadoras do Brasil. Mensagens do grupo do trabalho: “Hoje tem evento. Chega cedo.” Evento. A palavra favorita de quem nunca teve que carregar cabo, gerador, caixa de som e o próprio orgulho numa Kombi sem ar-condicionado. Caio era técnico de iluminação. Ele não aparecia na foto, mas era ele quem decidia se você parecia divino ou suspeito. Ele vivia de fabricar auroras pra gente que acordava meio-dia.


No banho, a água saiu morna, com aquela coragem meia-boca que só chuveiro elétrico conhece. Ele se ensaboou pensando no pai, porque pensar no pai era o jeito mais rápido de estragar um domingo sem precisar de notícia. Seu pai chamava Arnaldo e tinha a postura de quem nasceu com farda — mesmo quando estava de bermuda e chinelo, o homem conseguia parecer um decreto. Arnaldo acreditava em duas coisas com a fé que outros guardam pra Deus: pontualidade e “homem tem que ser homem”. Caio nunca soube direito o que essa frase significava na prática, além de uma lista infinita de coisas que ele fazia “errado” só por existir com delicadeza. Quando Caio decidiu trabalhar com arte, luz, palco, cor… Arnaldo olhou como se o filho tivesse anunciado que ia virar contrabandista de glitter. “Vai viver de acender lâmpada pros outros?”, foi a sentença. Caio riu, porque era isso ou chorar, e ele já tinha feito um estoque de choro suficiente pra duas encarnações.


O evento era na praça central: comemoração de aniversário da cidade, com trio elétrico, palco, autoridades, discurso, hino, e aquela energia de “vamos fingir que está tudo ótimo por algumas horas”. Caio chegou cedo, como sempre, porque ele podia ser muitas coisas, mas não podia dar esse gostinho pro pai — mesmo o pai não estando lá. A equipe montava estruturas sob um Sol que parecia um fiscal da Receita: observando tudo, sem piscar, julgando cada sombra. O coordenador, um cara chamado Nilo, tinha bigode de radialista e coração de criança cansada. “Caio, hoje é grande. Vem prefeito, vem deputado, vem o povo todo. Sem erro.” Caio fez o gesto automático de “tá tranquilo”, aquele gesto mentiroso que a gente usa pra enganar o destino, como se o destino fosse um cão e a gente estivesse escondendo um osso atrás das costas.


Enquanto conectava cabos, ele viu o prefeito chegando com sua entourage — assessores, seguranças, sorriso treinado. O prefeito tinha aquele brilho que não era dele, era alugado. Caio conhecia esse tipo de brilho: é a luz que bate no rosto certo, no ângulo certo, e faz até culpa parecer carisma. O prefeito acenava como se cada pessoa fosse um espelho e ele estivesse apaixonado pela própria imagem em 360 graus. Caio sentiu um azedinho no estômago: não era inveja, era alergia a quem confunde Sol com refletores.


O microfone chiou na passagem de som, aquele chiado ancestral que parece o gemido de um fantasma preso dentro do cabo. Caio ajustou, testou, fez tudo com precisão cirúrgica. O Sol continuava lá, cozinhando o asfalto. A praça começou a encher. Crianças com balões. Vendedores de milho. Gente que veio mais pelo pastel do que pelo hino. A banda afinando instrumentos. O tipo de caos organizado que só funciona porque alguém, invisível, sabe onde está cada parafuso. E esse alguém, naquele momento, era Caio.


Às dez e quarenta e dois, a cidade apagou.


Não foi “apagou” poético, foi apagou de verdade: semáforos mortos, comércio virando caverna, ventiladores desistindo, celulares entrando em modo pânico. Um blecaute seco, como um tapa. O palco ficou mudo. O microfone morreu. As caixas de som viraram enfeite caro. O prefeito congelou com um sorriso no meio do caminho, como uma estátua mal esculpida. E o Sol, ironicamente, continuou funcionando com excelência, como se dissesse: “eu não tenho sindicato, meus amores”.


A multidão murmurou. O murmúrio virou inquietação. Inquietação vira bicho. Bicho, quando sente cheiro de confusão, cresce. Nilo veio correndo, suor escorrendo como se o corpo dele tivesse decidido virar cachoeira. “Gerador! Cadê o gerador?” O gerador estava lá, claro. Só que o cabo principal — o cabo que alimentava o coração do palco — tinha dado pau. E ninguém sabia onde estava o cabo reserva. Ninguém, exceto Caio, que guardava essas coisas como quem guarda segredo de família.


Ele correu até a Kombi, abriu o compartimento e puxou o cabo reserva. O cabo estava pesado, como se carregasse não só eletricidade, mas responsabilidade. Ele voltou pro palco, ligou, apertou, testou. Nada. O gerador tossiu, fez um barulho feio, e morreu. Nilo olhou pra Caio como se ele fosse ao mesmo tempo salvador e culpado. “E agora?” E agora. Essa pergunta é a arma mais subestimada do universo. “E agora” derruba impérios. “E agora” revela caráter. “E agora” não aceita currículo.


Enquanto eles tentavam ressuscitar o gerador, alguém gritou da multidão: “Tem gente passando mal!” Outra voz: “Minha mãe tá desmaiando!” Outra: “Chamem ambulância!” Só que a ambulância não chegava porque a avenida estava travada sem semáforo, e o calor estava fazendo as pessoas evaporarem por dentro. O prefeito chamou um assessor, o assessor chamou outro assessor, e, em cinco segundos, ninguém chamava coisa nenhuma — só circulavam com cara de “isso não estava no roteiro”.


Caio sentiu o peito apertar. Não era ansiedade comum. Era aquela pressão estranha, como se o coração tivesse virado um punho. Ele lembrou de uma frase do pai, que ele odiava justamente por ser verdade: “Na hora que o bicho pega, aparece quem manda.” Ele sempre ouviu isso como ameaça. Naquele segundo, ouviu como destino.


Sem pensar demais — porque pensar demais é o jeito mais elegante de fugir — Caio subiu no palco, puxou um megafone velho que estava guardado ali desde a última campanha de vacinação, e apertou o botão. O megafone chiou como um dragão acordando. A praça inteira olhou. Caio, o técnico invisível, virou centro do círculo. Foi um daqueles momentos em que o universo muda a câmera e você sente a vergonha vindo com uma avalanche.


Ele colocou o megafone na boca e disse, com uma voz que ele nem sabia que tinha: “Gente. Eu sei que tá quente. Eu sei que assustou. Mas olha pra mim um segundo.” A multidão, que estava prestes a virar mar revolto, virou lago curioso. Ele continuou: “Quem estiver com tontura, senta no chão agora. Não é vergonha. Vergonha é desmaiar em pé e cair de cara no asfalto. Vira meme e ainda dói.” Algumas pessoas riram — risada curta, mas riram. Ele sentiu o ar voltar pros pulmões como se alguém tivesse aberto uma janela.


Caio apontou pro lado da praça onde havia uma sombra pequena de uma árvore teimosa. “Vamos fazer assim: idosos, crianças e quem tá passando mal vão pra sombra. O resto abre espaço e ajuda. Sem empurrar. Ninguém vai morrer por falta de educação hoje, combinado?” Mais risos. Menos pânico. Ele viu pessoas se mexendo, organizando, carregando cadeira, abanando com papel. Caio não era prefeito, não era deputado, não tinha cargo. Mas naquele instante, ele tinha algo que cargos não garantem: presença. Aquele tipo de presença que não pede licença pra existir.


Nilo, do lado, sussurrou: “Caio, o prefeito quer falar.” Caio olhou pro prefeito, que segurava o celular como se fosse uma arma e um talismã ao mesmo tempo. O prefeito abriu a boca, mas não saiu nada além de um “é…”. Caio pensou: não dá pra entregar o leme pra quem tem medo do mar. E disse no megafone: “O prefeito tá aqui, mas agora a prioridade é saúde. Vamos cuidar das pessoas primeiro e depois a gente faz discurso bonito, tá? Porque desmaio não aplaude.” Foi ousado. Foi perigoso. Foi necessário. E, pela primeira vez na vida, Caio sentiu uma coisa diferente de medo quando contrariou uma autoridade: sentiu respeito por si mesmo.


A confusão diminuiu. Mas ainda tinha um problema: o posto de saúde perto da praça estava sem energia, e lá dentro tinha gente que dependia de equipamentos simples — e de refrigeração pra medicamentos. Uma enfermeira apareceu correndo e falou com Nilo, que falou com Caio: “Tem insulina e vacina que vai estragar. Tem um paciente com oxigênio baixo.” O tipo de frase que dá um soco na alma.


Caio respirou fundo. O calor era uma mão pegando o pescoço da cidade. Ele olhou em volta e viu uma cena quase absurda: um palco gigantesco, feito pra celebrar, virado inútil; e, ao lado, gente tentando manter outras pessoas vivas com leque e sombra. Era como se o universo estivesse fazendo uma aula prática de prioridades. O Sol, lá em cima, parecia um professor implacável: sem slides, sem paciência, sem maquiagem.


“Vamos levar o gerador pro posto”, Caio disse. Nilo arregalou o olho. “Mas… e o evento?” Caio respondeu sem pensar: “Evento é luxo. Vida é urgência. E luxo sem vida vira velório com música.” Nilo engoliu seco. O prefeito ouviu e fingiu que não ouviu. Caio já não se importava.


Arrastar o gerador não foi heroísmo cinematográfico; foi trabalho pesado, suado, com palavrão mental e mão queimando. Um grupo de homens ajudou, e, pela primeira vez naquele dia, o corpo coletivo da praça virou uma equipe. Caio coordenou a rota, desviou de barraca de churros, pediu água, fez piada pra não desmaiar também. Chegaram ao posto. Lá dentro, a luz era um luxo que parecia milagre. Caio conectou o gerador, improvisou adaptadores, fez gambiarra com a reverência de quem sabe que gambiarra, às vezes, é oração prática. O gerador tossiu, reclamou, ameaçou morrer de novo. Caio bateu de leve na carcaça, como se acalmasse um animal assustado. “Vamos lá, querido. Hoje você não me humilha.” O motor pegou. As lâmpadas acenderam. Um freezer voltou a roncar. Um aparelho de oxigênio voltou a soprar. E, por um segundo, Caio sentiu algo que nunca tinha sentido no palco: sentido.


A enfermeira sorriu com os olhos — sorriso de quem não tem tempo pra teatro. “Obrigada.” A palavra entrou nele como um sol interno, quente e firme. Ali, sem aplauso, sem foto, sem discurso, Caio foi rei de alguma coisa real.


Quando ele voltou pra praça, o evento tinha virado outra coisa. Não tinha música. Não tinha discurso. Tinha pessoas sentadas, se ajudando, conversando, compartilhando água, rindo de nervoso. O prefeito, sem microfone, sem roteiro, parecia menor. Caio percebeu, com uma lucidez quase cruel: muita autoridade é só figurino esperando uma câmera. E muita coragem é só alguém fazendo o óbvio quando ninguém quer ser o primeiro.


O blecaute durou mais duas horas. Quando a energia voltou, ninguém tinha ânimo pra comemorar como antes. E, mesmo assim, a praça bateu palma quando soube que o posto não perdeu medicamentos, que ninguém morreu, que os desmaios foram contidos. A palma não foi pra prefeito. Foi pro “nós”. E Caio, que sempre achou que brilho vinha de ser visto, sentiu a estranha alegria de ter sido útil.


No fim do dia, ele pegou um ônibus lotado, com aquele cheiro de desodorante vencido e sobrevivência coletiva. Sentou no último banco e, quando olhou o reflexo na janela, viu o próprio rosto diferente. Não mais bonito. Mais inteiro. O celular vibrava com mensagens: gente marcando ele em post, agradecendo, dizendo “o técnico salvou o dia”, chamando ele de herói. Caio queria rir, porque o Brasil chama de herói quem fez o básico em dia de caos, mas também queria chorar, porque talvez isso dissesse mais sobre a nossa fome de liderança do que sobre ele.


Quando chegou em casa, a mãe estava na cozinha, abanando com um prato. “Tu tá vivo?” “Tô.” “Tu tá comendo?” “Tô tentando.” Ela olhou pra ele com aquela mistura de orgulho e bronca que só mãe consegue sintetizar sem laboratório. “Teu pai ligou.” A frase caiu como um meteoro pequeno. Caio congelou. “Ligou?” “Ligou. Disse pra tu ligar de volta.”


Caio foi pro quarto, sentou na cama e encarou o celular como quem encara um espelho que revela uma versão antiga de si. Ele não falava com o pai fazia meses. Depois de uma discussão feia — daquelas que deixam restos na casa inteira — Caio saiu e não voltou. Arnaldo não pediu desculpa. Caio não pediu também. Orgulho é esse bichinho que a gente alimenta achando que é leão, mas às vezes é só carrapato.


Ele discou. Chamou. Chamou. E, quando atendeu, a voz do pai veio estranha: menos ferro, mais areia. “Caio.” “Pai.” Silêncio. Aquele silêncio era um corredor comprido onde os dois tinham medo de andar. Arnaldo pigarreou. “Eu vi. O povo me mandou vídeo.” Caio sentiu o estômago virar. “Vídeo do quê?” “Do megafone. Do posto. Disseram que você… que você resolveu.” Arnaldo engoliu. “Eu… eu queria dizer uma coisa.”


Caio segurou o celular com força. A mão suava, mas ele não sabia se era calor ou infância. “Fala.”


“Eu sempre achei que você precisava aprender a… a ser firme.” A voz falhou de leve. “E eu confundi firmeza com dureza. Confundi liderança com grito. Confundi respeito com medo.” Caio fechou os olhos. Porque ouvir isso era bom e dolorido, como remédio que arde. Arnaldo continuou: “Hoje eu vi você mandando sem humilhar. Organizando sem se achar. E eu… eu senti orgulho. Um orgulho que eu nunca soube falar sem estragar.”


Caio ficou mudo. Dentro dele, alguma coisa descolou — como se uma placa de gelo que estava presa no peito desde sempre finalmente rachasse.


“Pai…” ele começou, mas a palavra saiu pequena.


Arnaldo respirou do outro lado. “Eu tô no hospital, Caio.” Pausa. “Não é drama. Eu tive uma dor no peito hoje de manhã. Tua mãe não quis te falar antes pra não… sei lá. Pra você não largar tudo.” Caio sentiu o corpo todo ficar leve e pesado ao mesmo tempo. “Eu tô bem. Já fizeram exame. Mas… eu vi o vídeo aqui. E eu pensei: se eu morrer sendo só esse homem duro, eu vou morrer pequeno. E eu não quero morrer pequeno.”


Caio mordeu o lábio com tanta força que sentiu gosto de sangue. O Sol tinha sido implacável com a cidade. Agora estava sendo com ele. E ele entendeu uma coisa com uma clareza quase indecente: às vezes, o maior palco não é praça nem televisão. É uma ligação que a gente evita porque tem medo de sentir.


Ele foi pro hospital naquela mesma hora, sem épico cinematográfico, sem trilha sonora. Só o barulho do carro de aplicativo e o coração dele batendo como tambor de escola de samba em dia de prova. Quando entrou no quarto, Arnaldo estava deitado, com aquele ar de homem que odiava estar vulnerável, mas estava. O pai olhou pra ele. Por um segundo, Caio viu no rosto do pai algo que nunca tinha visto: um menino velho, tentando aprender a pedir colo sem saber a gramática.


Arnaldo estendeu a mão. Caio pegou. A mão do pai era quente e áspera. Mão de quem trabalhou, mandou, errou e, mesmo assim, viveu.


“Eu achei que ser Sol era ser o centro”, Arnaldo disse baixinho, como se confessasse um crime. “Mas hoje eu vi que ser Sol é… é dar direção. É aquecer sem queimar. É ficar em pé quando todo mundo quer sentar.”


Caio respirou fundo. Ele poderia fazer um discurso. Poderia dizer “eu te perdoo” e virar novela. Mas a vida real é mais humilde. Ele só disse: “Então aprende comigo. E eu aprendo com você. Mas sem a parte do grito, tá? Eu não tenho seguro pra isso.” Arnaldo riu. Um riso curto, mas verdadeiro. E naquele riso, Caio sentiu a infância dele receber uma pequena indenização emocional.


Dias depois, o vídeo do “técnico do megafone” ainda circulava. Gente chamava Caio pra trabalhar em eventos maiores. Um vereador tentou convidar ele pra “entrar na política”, com aquele sorriso de quem vende curso e culpa. Caio agradeceu e recusou. Ele entendeu que nem todo chamado é destino; às vezes é só armadilha bem iluminada. Ele voltou pro palco, sim. Mas voltou diferente. Ele não queria mais ser visto por fome. Ele queria ser útil por escolha.


Numa manhã de domingo — de novo domingo, porque domingo é o dia oficial das revelações que a gente não pediu — Caio levou o pai pra tomar sol na varanda. Arnaldo estava em recuperação, e agora obedecia ordens médicas com a mesma teimosia com que dava ordens no passado. Os dois ficaram em silêncio, sentindo o calor manso da manhã, aquele calor que não é castigo, é carinho. O Sol ali parecia outro: não o fiscal, mas o avô.


Caio olhou pro pai e pensou que a vida é uma escola estranha: a gente passa anos brigando com a autoridade lá fora, sem perceber que a autoridade mais perigosa é a de dentro — aquela voz que diz “você não pode”, “você não é”, “você nunca vai”. E, no dia em que essa voz cai, não cai com barulho. Cai com um gesto simples: alguém segurando tua mão sem querer te controlar.


A moral dessa história é bem inconveniente, porque ela te obriga a crescer: o Sol não é aplauso. É coluna. É honra sem plateia. É responsabilidade quando ninguém quer. É a coragem de não virar caricatura de si mesmo. E, principalmente, é perceber que ego não é brilho — é fome. Brilho de verdade é quando você vira luz por dentro, e essa luz não precisa humilhar ninguém pra existir. Porque o verdadeiro rei não é quem manda. É quem sustenta. E sustentar é a forma mais adulta de amar. ☉


 

sexta-feira, janeiro 02, 2026

A Lua ☽ e o seu porão 🌙

 


A primeira vez que eu vi a Lua ☽ de verdade não foi no céu. Foi numa cozinha.

A cozinha era pequena, cheirava a café requentado e a um "eu tô bem" que ninguém comprava. A luz do teto piscava como se também tivesse ansiedade. Na mesa, uma mulher com a coluna reta demais pra quem dorme pouco encarava o celular como se fosse uma sentença. Do outro lado, um menino de uns oito anos comia cereal sem leite, porque o leite tinha acabado e ela tinha esquecido de comprar. Não por irresponsabilidade. Por sobrevivência. A mente dela estava ocupada demais tentando segurar o mundo com fita adesiva emocional.

A Lua entrou sem pedir licença, do jeitinho que ela entra em tudo: pela fresta. Um risco de luz no azulejo, um brilho tímido na colher, um silêncio mais cheio do que o normal. E aí aconteceu aquela cena ridícula e sagrada que o universo adora: a mulher, do nada, começou a chorar. Não um choro dramático de novela. Um choro econômico. Só duas lágrimas. Daqueles que parecem dizer "não era pra eu estar viva até aqui, mas olha eu aqui".

O menino olhou. Não falou nada. Criança é um radar de subtexto. Ele empurrou a tigela na direção dela como quem oferece um tratado de paz. Ela deu um sorriso que tinha mais culpa do que alegria e disse: "Mamãe tá só cansada." Mentira. Ela tava exausta de existir dentro de si mesma. E a Lua, que não perde uma, ficou ali, plantada no azulejo, testemunhando como uma avó antiga: sem julgamento, só presença.

Se você acha que isso é "só" um momento, eu te aviso: a Lua é especialista em "só". Ela pega o "só" e transforma em destino. "Só uma conversa" vira separação. "Só uma saudade" vira recaída. "Só um pensamento" vira insônia. A Lua não grita. Ela infiltra.

Naquela noite, quando o menino dormiu, a mulher abriu a geladeira e ficou olhando pra prateleira vazia como quem olha pro próprio peito: dá pra ver que era pra ter coisa ali. Ela fechou a porta e encostou a testa nela, como se o frio pudesse esfriar também a cabeça. E foi aí que a Lua falou. Não em palavras. A Lua fala em lembrança, em cheiro, em cena. Um flash: a mãe dela, anos atrás, numa outra cozinha, dizendo com a mesma voz cansada: "Eu tô bem." A mentira atravessando gerações como herança maldita.

A mulher se viu pequena, sentada no chão do banheiro, ouvindo briga atrás da porta, contando azulejos pra não contar medo. O corpo lembra. O corpo sempre lembra. A Lua governa o arquivo. E arquivo não é museu: é armário embolorado. Você abre e cai coisa na sua cabeça.

Ela respirou fundo e, numa lucidez que doeu, pensou: "Eu virei o que eu jurei que não ia virar." E aqui entra o detalhe que ninguém te conta: quase todo mundo vive tentando consertar o Sol — carreira, status, metas — enquanto a Lua tá ali no porão, segurando as paredes com as mãos tremendo. Você pode ganhar o mundo. Se a Lua estiver faminta, você vai mastigar vitória com gosto de areia.

No dia seguinte, ela foi trabalhar. Rosto de gente funcional. Maquiagem de sobrevivência. E a Lua, claro, foi junto, porque ela não é astro distante: ela é o clima interno. No metrô, um homem riu alto de um vídeo. A risada dele era igual à risada do pai dela quando bebia e virava outra pessoa. O coração dela disparou sem autorização. Isso se chama gatilho, mas eu gosto mais de chamar de: a Lua puxando alarme de incêndio porque sentiu cheiro de passado.

Ela desceu na estação errada. Não porque estava distraída. Porque o corpo dela decidiu fugir. O corpo é fiel à Lua. O ego é fiel ao Instagram. A conta é sempre paga no corpo.

Na rua, ela entrou num café qualquer e pediu um chá que nem gostava, só pra ter o que segurar com as mãos. Sentou perto da janela e ficou observando as pessoas como quem assiste a um filme em que todo mundo sabe o roteiro menos ela. Aí, do nada, uma senhora sentou na mesa ao lado. Cabelo branco, roupa simples, olhos de quem já perdeu coisas e não ficou cínica. A senhora puxou conversa com a naturalidade dos seres que não têm mais tempo pra frescura.

"Você tá com cara de lua minguante", ela disse.

A mulher riu. Um riso pequeno, meio indignado, meio aliviado. "E existe cara de lua minguante?"

"Existe. É a cara de quem tá tirando pedaço de si pra continuar funcionando. Minguante é isso: fazer o impossível com o que sobrou."

A mulher quis retrucar, mas a garganta travou. Porque alguém tinha acabado de descrevê-la com precisão cirúrgica sem pedir CPF, sem ler mapa, sem ver stories. E a Lua ama isso: ser reconhecida.

A senhora continuou, mexendo o café como quem mexe um caldeirão. "Você acha que tá tudo escondido, mas não tá. A Lua mostra. Só que ela mostra em vidro embaçado. Você precisa aprender a limpar o vidro."

"E como eu limpo?" a mulher perguntou, sem perceber que estava pedindo socorro.

A senhora deu de ombros. "Você para de mentir pro seu corpo. Você para de chamar de 'cansaço' aquilo que é tristeza antiga. Você para de dizer 'tá tudo bem' quando tá tudo 'sobrevivível'."

A mulher olhou pela janela e viu o próprio reflexo misturado com a rua: ela e o mundo colados. Lua total. "Eu não tenho tempo pra desmoronar", ela disse, quase com raiva.

A senhora sorriu com um tipo de ternura que dá vontade de brigar e abraçar ao mesmo tempo. "Ninguém tem. Por isso desmorona doente."

A conversa podia terminar ali, mas a Lua adora um plot silencioso. A senhora abriu a bolsa e tirou um lenço bordado com uma lua pequena no canto 🌙. Estendeu pra ela como quem oferece um símbolo. "Isso aqui foi da minha mãe. E da mãe dela. Toda vez que eu acho que vou afundar, eu lembro: maré não é castigo. Maré é movimento. A água sobe, a água desce. Você não precisa bater nela. Só precisa parar de fingir que não é água."

A mulher pegou o lenço como se fosse um amuleto. E foi aí que a parte realista da vida resolveu dar o tapa: o celular dela vibrou. Mensagem da escola. "Seu filho caiu. Nada grave, mas venha buscá-lo." O coração dela virou gelo. A Lua, de novo, puxando o arquivo: "queda" era a palavra que mais doía na infância dela.

Ela saiu correndo, sem terminar o chá, sem agradecer direito, sem entender nada. Quando chegou, o menino estava sentado com um curativo no joelho e um olhar que tentava ser corajoso, mas falhava. Ela se agachou e, sem conseguir se controlar, chorou ali mesmo, na frente dele, na frente da secretária, na frente da vida.

"Desculpa", ela disse, e foi um pedido de desculpas que não era pelo joelho. Era por tudo.

O menino, com aquela sabedoria indecente das crianças, passou a mão no rosto dela e falou: "Tá tudo bem. Eu só caí. Eu levantei."

E pronto. A Lua fez o serviço dela: ela pegou uma frase simples e abriu um portal. "Eu levantei." A mulher ouviu isso como se fosse um mantra. Ela levantou? Ou ela só continuou?

Naquela noite, ela não conseguiu dormir. Ficou deitada, ouvindo o barulho da casa, o estalar do móvel, o vento batendo na janela, e uma outra coisa: a própria mente. Pensamentos rodando como hamster com doutorado. E aqui vai um detalhe neuroastrológico, do jeito que a Lua gosta: quando o sistema nervoso está em alerta crônico, o cérebro vira vigia. A amígdala (aquela central de alarme) interpreta qualquer ruído como ameaça. O corpo vive em "prepare-se pra guerra" mesmo quando só tem um copo na pia. A Lua, quando ferida, transforma rotina em campo minado.

Ela levantou, foi até o banheiro e se encarou no espelho. Luz fria. Olheira funda. A cara de lua minguante. Lembrou da senhora. "Você para de mentir pro seu corpo." A mulher respirou e fez uma coisa que parecia pequena, mas era revolucionária: ela disse em voz alta, só pra si: "Eu não tô bem."

E não caiu um raio. Ninguém morreu. O mundo não desabou. O teto não abriu. Só aconteceu um silêncio diferente, como se a casa inteira tivesse soltado o ar preso. A Lua ama quando você fala a verdade baixinho. Porque é assim que ela cura: por dentro.

No dia seguinte, ela fez algo ainda mais escandaloso: marcou terapia. Sim, eu sei, parece propaganda de autocuidado, mas calma, não é isso. Ela marcou terapia não pra "se tornar a melhor versão de si mesma" (essa frase dá coceira metafísica), mas pra parar de passar a vida inteira sendo babá do próprio trauma. Trauma é uma criança malcriada: se você ignora, ela grita; se você mima, ela manda; se você educa com presença, ela aprende.

Na primeira sessão, ela falou do pai. Da mãe. Do medo. Da culpa. Do cansaço. Falou do jeito que dá: tropeçando, pedindo desculpa por sentir, rindo quando devia chorar, mudando de assunto quando encostava na ferida. E a terapeuta, uma mulher de voz firme, disse a frase que a Lua usa como martelo: "Você não precisa merecer descanso. Você precisa."

A mulher saiu de lá com uma sensação estranha: não era felicidade. Era espaço. Como se alguém tivesse aberto uma janela dentro do peito. A Lua não te dá euforia. Ela te dá intimidade. E intimidade, no começo, assusta.

As semanas passaram. Teve dia bom. Teve dia horrível. Teve recaída. Teve vontade de desistir. Teve um dia em que ela gritou com o filho por causa de uma meia no chão e depois se odiou por isso. Teve um dia em que ela conseguiu respirar e pedir desculpa sem se humilhar. Teve um dia em que ela olhou pro filho dormindo e sentiu uma coisa que não sentia há anos: ternura sem tensão. Como se amar não precisasse doer.

E aí veio a Lua cheia. Claro que veio. Porque a Lua cheia não é fofinha. Lua cheia é holofote. É quando a emoção sobe sem pedir autorização. É quando o inconsciente faz live. Aquela noite, ela sonhou com a mãe dela. No sonho, a mãe estava jovem, com as mãos cheias de farinha, fazendo pão. Olhou pra ela e disse: "Eu não sabia como fazer diferente." E a mulher acordou com o travesseiro molhado e a cabeça latejando de uma compreensão perigosa: ninguém te machucou porque era vilão de desenho animado. Te machucaram porque estavam machucados. Isso não desculpa. Mas explica. E explicar é o primeiro passo pra parar de repetir.

No dia seguinte, ela fez uma coisa que achava impossível: ligou pra mãe.

A conversa foi torta. Cheia de silêncio. Cheia de frases defensivas. Cheia de "eu fiz o que pude". E aí, no meio, a mãe dela falou algo que a Lua guardou como pérola: "Eu também mentia dizendo que tava bem. Eu achei que era ser forte."

A mulher fechou os olhos. Sentiu raiva, pena, amor, tudo junto. Lua é isso: mistura que dá ressaca. "Eu não quero passar isso pro meu filho", ela disse.

Do outro lado da linha, a mãe respirou como quem carrega pedra. "Então não passa. Mas não vira santa também. Só… aprende a pedir colo pra Deus, pra vida, pra você mesma. Eu nunca pedi."

Se você tá esperando uma reconciliação perfeita, parabéns: você ainda acredita em roteiro de Hollywood. Vida real é mais linda e mais irritante. Não virou um comercial de margarina. Mas alguma coisa amoleceu. E às vezes, amolecer é o milagre.

Meses depois, numa noite qualquer, faltou luz no prédio. Apagão. Nada de Wi-Fi. Nada de distração. Só escuridão e a vida encarando você de frente, tipo: "E aí, vai fazer o quê agora, campeã?" A mulher acendeu velas. O menino ficou animado como se fosse acampamento. Eles sentaram no chão da sala, comeram biscoito, contaram histórias. Sem telas. Sem pressa. Sem o mundo inteiro entrando pela retina.

E foi nesse apagão que a Lua apareceu no céu, enorme, branca, quase indecente. 🌕

O menino apontou e disse: "Olha, mamãe. Ela tá olhando pra gente."

A mulher riu. "Ela não olha. Ela só… fica."

"Então ela fica com a gente."

A mulher sentiu um nó na garganta. Porque era isso. A Lua não resolve. Ela acompanha. Ela não te livra da maré. Ela te ensina a nadar sem se odiar por ser água.

Ela pegou o lenço bordado que agora morava na gaveta dela como um talismã de lembrança boa. Passou no rosto, não porque estava chorando, mas porque precisava sentir que aquele símbolo era real. Olhou pro menino. Olhou pra Lua. E, pela primeira vez em muitos anos, sentiu uma coisa rara: segurança interna. Não aquela segurança arrogante de quem controla tudo. Segurança verdadeira: a de quem sabe que vai doer às vezes e mesmo assim vai continuar sendo humano.

Nesse instante, a Lua fez o que ela faz melhor: transformou uma cozinha, uma queda, um café, uma ligação e um apagão num rito de passagem silencioso.

E se você leu até aqui achando que isso foi "sobre ela", eu tenho uma notícia mística e meio debochada: a Lua tá te espionando desde o primeiro parágrafo. Ela sabe exatamente onde você finge que tá bem. Ela sabe qual lembrança você tranca no armário e chama de "passado". Ela sabe onde seu corpo grita e você responde com produtividade.

A Lua ☽ não quer te punir. Ela quer te devolver. Devolver você pra sua própria casa interna — aquela que não tem aluguel, mas exige presença.

E presença, meu amor, é o verdadeiro milagre. Porque o resto… o resto é só luz emprestada.

quinta-feira, janeiro 01, 2026

O Ano de 2026 pela Astrologia Védica


 

🌍✨ 2026 — O ANO EM QUE O MUNDO PAROU DE FINGIR QUE ESTAVA TUDO BEM

2026 não chega batendo na porta. 🚪

Chega entrando na cozinha, abrindo a geladeira, olhando dentro da sua panela e perguntando, com uma calma ofensiva:

— Então… era isso que você estava cozinhando pra sua vida? 🍲😐

O céu de 1º de janeiro de 2026 já entrega o tom. 🌌

Nada aqui é sutil.

Nada aqui é gentil no sentido infantil da palavra.

Mas tudo é profundamente honesto.

O Ascendente em Câncer inaugura o ano com uma pergunta que ninguém pediu, mas todo mundo precisava ouvir: 🦀

onde você realmente se sente em casa — e onde você só está sobrevivendo por hábito? 🏠

Não é um ano de correr para fora.

É um ano de voltar para dentro… e perceber que a casa interna estava precisando de uma reforma estrutural, não de incenso novo. 🔨🕯️

O Sol em Escorpião não vem para motivar. 🦂

Vem para expor.

Vem para tirar o tapete emocional debaixo das ilusões que já estavam vencidas, mas ninguém teve coragem de jogar fora.

Escorpião não discute com o ego. Ele simplesmente mostra o custo de mantê-lo. 💸

A Lua em Libra, logo no grau zero, dá o aviso inicial: 🌙⚖️

o equilíbrio que você acha que tem ainda não nasceu.

Você está só repetindo acordos antigos, relações automáticas, decisões feitas para agradar o outro ou evitar conflito.

E 2026 não vai sustentar isso por muito tempo.

Esse é o pano de fundo.

Agora vamos ao que interessa: como esse ano se comporta como um organismo vivo, mudando de humor, exigência e método conforme os meses avançam. 🧬


🧭 O CLIMA GERAL DE 2026: MENOS PROMESSA, MAIS CONSEQUÊNCIA

Se 2024 e 2025 brincaram de “vai dar tudo certo”, 🎈

2026 cruza os braços e responde:

— Vai dar exatamente o que você vem fazendo dar. 😌

Saturno em Gêmeos transforma palavras em contratos. 🪐📜

Tudo o que você fala, promete, escreve, aceita, tolera ou finge que concorda… passa a ter efeito real.

Não é mais sobre intenção.

É sobre coerência.

A comunicação vira campo de karma.

Conversas mal resolvidas voltam.

Mentiras pequenas começam a feder. 🗑️

E aquela habilidade humana de “depois a gente vê” começa a cobrar juros compostos. 📈

Ao mesmo tempo, Júpiter exaltado em Câncer traz proteção — mas não do jeito que o ego espera. ♃🦀

Ele protege aquilo que é verdadeiro.

Se você insiste em sustentar uma estrutura falsa, Júpiter não destrói… ele simplesmente tira o apoio silencioso.

A casa fica em pé, mas você sente frio dentro dela. ❄️

Marte, Lua e Vênus juntos em Libra no início do ano criam um fenômeno curioso. ⚔️🌙💖

2026 começa com uma falsa sensação de civilidade.

As pessoas tentam conversar bonito.

Tentam manter a pose.

Tentam “resolver tudo no diálogo”.

Funciona… até não funcionar mais.

Quando Libra percebe que está negociando a própria dignidade, a balança vira espada. ⚖️➡️🗡️

E vira mesmo.


🧠 2026 NÃO É UM ANO DE HERÓIS. É UM ANO DE ADULTOS.


Esse é o ponto central que muita gente vai demorar a entender.

Não é um ano para salvadores. 🦸

Não é um ano para gurus milagrosos.

Não é um ano para promessas grandiosas de transformação instantânea.

É um ano de responsabilidade emocional aplicada. 🧠🔧

O tipo de ano em que terapia deixa de ser conceito e vira prática.

Espiritualidade deixa de ser estética e vira ética.

Autoconhecimento deixa de ser discurso e vira escolha diária desconfortável.

2026 não pergunta se você está cansado.

Pergunta se você está disposto a continuar vivendo do mesmo jeito mesmo assim.


💰 TRABALHO, DINHEIRO E SOBREVIVÊNCIA: MENOS ILUSÃO, MAIS ESTRATÉGIA

Vamos falar do que todo mundo sente, mas poucos admitem.

2026 não é um ano “fácil” financeiramente.

Mas também não é um ano de colapso inevitável.

É um ano de reorganização forçada. 🧾

Rahu em Touro expõe a obsessão coletiva por segurança material. 🐂

E ao mesmo tempo mostra o quanto essa segurança estava baseada em estruturas frágeis, expectativas irreais e acordos mal feitos.

O dinheiro em 2026 cobra maturidade emocional.

Quem gasta para anestesiar, paga o preço. 💳

Quem trabalha sem limites, adoece.

Quem aprende a negociar melhor o próprio valor, cresce. 📊

Não é um ano para ganhar muito fazendo pouco.

É um ano para ganhar melhor fazendo o que faz sentido.

Pequenas fontes de renda, ajustes inteligentes e mudanças práticas no cotidiano fazem mais diferença do que grandes apostas. ♟️

E sim:

muita gente vai perceber que o problema nunca foi falta de dinheiro, mas falta de direção emocional. 🧭


💞 RELAÇÕES EM 2026: O AMOR PASSA POR UMA AUDITORIA

Libra forte no início do ano faz parecer que o tema principal é relacionamento.

Mas não se engane.

O tema real é autorespeito. 🪞

2026 testa relações onde só um cede.

Onde só um se adapta.

Onde só um amadureceu.

Casamentos, parcerias, amizades e vínculos familiares entram numa revisão silenciosa. 📑

Não é um ano de rompimentos explosivos.

É um ano de afastamentos lúcidos. 🚶‍♀️

As pessoas param de discutir e simplesmente param de investir energia onde não há reciprocidade real.

Quem aprende a se posicionar sem agressividade ganha aliados. 🤝

Quem insiste em manipulação emocional começa a falar sozinho.

E aqui entra uma verdade desconfortável:

muita gente confunde amor com medo de ficar só. 😶

Esse equívoco fica caro em 2026.


🩺 SAÚDE EMOCIONAL: NÃO DÁ MAIS PARA EMPURRAR

Com Ascendente em Câncer e Júpiter forte, o corpo vira mensageiro. 📬

Sintomas antes ignorados pedem atenção.

Cansaço crônico.

Ansiedade silenciosa.

Irritabilidade sem motivo aparente.

Não é drama.

É linguagem emocional pedindo tradução.

2026 não pune.

Mas também não passa pano. 🧼

Quem cuida da saúde emocional de forma prática sente melhora gradual.

Quem continua vivendo no automático percebe o corpo puxando o freio de mão. 🚗✋


🌐 O MUNDO LÁ FORA: BARULHENTO, MAS NÃO O PROTAGONISTA

Sim, o mundo segue ruidoso. 🔊

Política confusa.

Economia instável.

Tecnologia avançando mais rápido do que a maturidade emocional coletiva. 🤖

Mas 2026 deixa claro:

o maior campo de batalha não é externo.

As decisões que moldam o ano acontecem no cotidiano.

No jeito que você fala.

No que você aceita.

No que você posterga.

No que você para de justificar.


Quem vive apenas reagindo às notícias fica exausto.

Quem ajusta o próprio eixo atravessa o ano com lucidez. 🧘


🎁 O PRESENTE OCULTO DE 2026

Agora vem a parte que quase ninguém percebe na primeira leitura.

2026 é um ano generoso… para quem cresce sem plateia. 🎭

Ele favorece quem aprende.

Quem reorganiza.

Quem amadurece em silêncio.

Quem faz melhor sem precisar explicar tanto.

É o tipo de ano que não aplaude. 👏🚫

Mas recompensa.

Não com fogos de artifício.

Com estabilidade interna. 🪨

E isso vale mais do que parece.


🧠 COMO ATRAVESSAR 2026 SEM SE PERDER

Sem misticismo exagerado.

Sem discurso vazio.

Fale menos, mas fale com verdade.

Prometa menos, mas cumpra.

Observe onde você se desgasta tentando manter algo que já acabou.

Organize sua vida como quem organiza a casa antes da chuva. 🌧️

Cuide do corpo como ferramenta de consciência.

Escolha batalhas que valham sua energia. ⚔️

2026 não exige perfeição.

Exige presença.


🔑 EM UMA FRASE (QUE VOCÊ VAI ENTENDER DEPOIS)

2026 é o ano em que a vida para de pedir licença e começa a pedir maturidade.

Quem escuta, cresce. 🌱

Quem resiste, repete. 🔁

Quem observa com honestidade, atravessa. 🌉

E não…

não é um ano qualquer.

É daqueles que a gente só entende completamente quando já passou. 

~Shakti